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Preciso De Férias Da Vida…

  Sério, eu estou muito, muito, muito revoltado com minha situação atual. Há um tempinho atrás, eu estava num período de muita sorte e auto confiança que deixaria até a personagem da Lindsay Lohan no filme Sorte No Amor com inveja.

  Tudo perfeito e brilhante. Bom demais pra ser verdade, sabe? Algo na minha cabeça sempre me dizia “Essa onda de sorte é só um amenizante pra situação preta que vai vir pra você.” Mas, relutei até o último essa possibilidade, inutilmente. E agora eis como estou: azarado, me sentindo mal, com inveja crônica (melhor não expor demais sua felicidade pra mim pq sou capaz de acabar com isso involuntariamente), baixa auto estima, entediado, sem perspectivas, com uma peste tomando meu lugar no mundo, perdi minha essência de insubstituibilidade que tanto me diferenciava dos demais, estou com apenas um pequeno pedaço de grama impedindo minha queda no precipício de muita Adele, chocolate, sorvete, lagrimas deterioração visual.

  Tentar ignorar isso até ajuda, mas não vem sendo muito eficiente. O que fazer? O que vocês fariam? Por favor, sem concelhos clichês ou coisas desnecessárias.

  Do seu Amigo de Sempre,

Leonardo De Abreu. 

O Horóscopo E A Exatidão Nos Fatos

  Nossa, como horóscopo faz sentido pra mim agora.
  Há um tempo atras li que os signos que mais se encaixam no meu são Virgem, Escorpião e Capricórnio e um mês atras vi um vídeo falando sobre horóscopo e sobre a lógica do agrupamento de três, que funciona assim:
  A cada três signos do zodíaco é formado um grupo, esse grupo é formado por um desbravador (descobridor), um estabilizador (concretizador) e um mensageiro (propagador). Vou dar um exemplo, Áries vai e descobre a vacina pra doença bolinhos loucos, mas tem muitos efeitos colaterais, então Touro vem e aperfeiçoa o medicamento para que ele possa ser melhor sucedido, Gêmeos que gosta de coisas que funcionam bem e que os outros saibam disso, vai e conta a todos os que ele conhece e aos que tem acesso que a vacina é boa e que ele já usou. rsrs Foi exemplo bem imaginativo, mas bem simples. E assim funciona com todos os trios que seguem no horóscopo; Câncer, Leão e Virgem; Libra, Escorpião e Sagitário, e por fim, Capricórnio e Peixes.
  Esses mesmos grupos são encaixados em outra características, o primeiro trio é o dos amantes, o segundo é o dos amigos, o terceiro é o do sexo e o quarto o dos “foras da lei” (também engraçado o termo, mas faz sentido).
  O trio número 1 são os que gostam de amar, se dedicar ao amor, mostrar o amor, ensinar sobre o amor. São fiéis companheiros, sinceros carinhosos, e muito ciumentos, ás vezes sensíveis. São os melhores no que fazem. Alias, somos. ;) (só lembrando que sou Taurino).
  O trio número 2 é a parte alegre do zodíaco, gostam de conhecer novas pessoas, reforçar velhos laços de afeto, estar perto. São os que tomam atitude. São muito leais, companheiros, sabem ouvir como como poucos e são ótimos concelheiros. São os que unem.
  O trio número três são fogo. Gostam de “conhecer” novas pessoas, são criativos, sensuais, experientes. gostam daquilo com vontade. Ás vezes românticos, mas conforme a proximidade do trio 4 isso vai deixando de ser tão exato pra ficar meio “louco”. Libra prefere fazer amor, Escorpião faz sexo como, quando e onde quer e Sagitário, o mais próximo do 4º trio é fã do casual e de Kama Sutra. São os que procriam. rsrs
  O último é o trio 4 é algo confuso pro horóscopo pois apesar de muitas vezes serem facílimos de se entender, eles estão sempre mudando. Cada dia são alguém diferente, mas sem perder a essência. Se encaixam com raridade nas especificações de desbravador, estabilizador e e mensageiro, mas mesmo com pouca manifestação, esses selos estão dentro deles, e em momentos que sentimentos são levados ao extremo, costumam ser mostrados. Esses três, quando são ascendentes de algum signo dos 3 primeiros trios, costumam fazer grandes artistas e pessoas polêmicas, já que o 4º trio é tão “OutBox”. São os “I don’t give a fuck”.
  Voltando pro horóscopo fazendo sentido pra mim.
  Virgem é um signo pra amizades fortíssimas com relação á touro, e também dão ótimos relacionamentos se combinados. Nasceram pra ficar juntos de alguma forma.
  Escorpião é um signo feito para deixar touro com a pele bonita. Escorpião mostra como o diferente, no sexo, pode ser divertido, enquanto Touro mostra como o carinho ajuda a deixar os detalhes perfeitos. Ambos profundamente sensuais por natureza, (lembrando que sensualidade não é beleza, são atitudes que tornam algo desejável e atrativo) deixam tudo queimando.
  Repare que esse dois signos, assim como Touro são da Classe estabilizadora, mas e quanto a Capricórnio?
  Lembra que eles são os que fogem dos padrões? Pois é. Por isso ele não é um estabilizador, mas fica perfeito com touro. Capricornianos são frios, mas gostam de carinho. Taurinos são super carinhosos. Eles também conseguem mostrar a touro que mudanças podem ser positivas as vezes, enquanto Touro, mostra como a harmonia e estabilidade trás segurança a relação. Lembrando que mesmo que não sendo pertencentes ao mesmo trio, a função estabilizadora de Touro faz que o que Capricórnio seja mais bem sucedido. Tipo “Atrás de todo grande Capricorniano, sempre tem um grande Taurino” (ou virgem, ou escorpião). Enfim, Touro e Capricórnio são pra relacionamentos.
  Viu como tudo faz muito sentido? Estou meio pasmo por ter percebido isso apenas agora, mas ainda sim feliz porque percebi o quão fato isso é.

Do seu Amigo de Sempre,

Leonardo De Abreu Moraes.

Só um Amigo - Parte II

LINK “SÓ UM AMIGO - PARTE I”

Dois dias haviam se passado desde quando marcamos de eu entregar o celular novo na Sé e eu me encontrava exatamente como no primeiro dia. Era como se a cada coisa que eu fizesse só pudesse ser terminada se ele caminhasse pelos meus pensamentos. Profundamente atordoante.
 Por que tão rápido? Será que eu deveria ter falado mais? Será que ele não havia tido a empatia que eu imaginei?

 O despertador tocou e eu já estava acordado. Após o incidente de ontem eu não havia parado de pensar no que havia acontecido até que meus pensamentos foram sustituidos por “Qual celular eu devo dar á ele?” e, com essa pergunta, fiquei até que o sono me levasse, mas ela fez questão de voltar no dia seguinte.
 Além do fato dele ser um jovem publicitário eu não sabia mais nada que pudesse me influenciar na escolha de um novo. Eu até tinha pensado em comprar um igual ao que havia quebrado, mas e se ele já estivesse cansado daquele modelo e estivesse pensando em comprar um novo? Caso eu desse um modelo igual só que novo ele provavelmente teria que ficar com o mesmo celular por mais um tempo e isso talvez o irritasse ou frustrasse… Mas e se ele não gostasse de mudanças e quisesse um igual ao que ele tinha antes porque pelo menos ele já estava habituado? Não que ele fosse incapaz de se acostumar com outro, ele me pareceu muito esperto e inteligente, mas muitos não gostam de mudanças. Eu não gosto.
 Me levantei e pela primeira vez em muito tempo eu não sabia como seguir meu dia. Me achei ridículo por isso. Era como se ele fosse um vírus repentino que tivesse desconfigurado toda uma vida. Acabei arrumando minha cama primeiro, desci e tomei café, subi ao banheiro onde tomei banho, escovei os dentes, me vesti e escolhi uma roupa. Aquilo era tão aleatório que me irritava. Quem ele pensava ser para bagunçar tudo tão rapidamente?
  O Matt estava bem cansado por ontem, nisso nem me viu saindo. Eu já tinha chamado o taxí por isso ele me esperava na entrada do condomínio.
 -Olha, hoje passaremos em um lugar antes do meu trabalho, ok? Siga para o centro.
 A pintura nova que se estendeu pelo vidro do carro foi bem agradável. Ela me lembrou que em breve eu o veria de novo. Decidi por comprar outro modelo, que seja mais moderno e lembre um pouco o modelo antigo, assim ele não se aborreceria tanto caso mudanças fossem mal recebidas ou ficaria feliz por ter um modelo diferente, me orgulhei da decisão. Escolhi, comprei e deixei a loja em direção ao taxí.
 -Agora já podemos seguir para o meu trabalho.
 No caminho, resolvo ligar para o meu celular, ao invés de algum número dele, assim seria mais provável de eu conseguir falar com ele e marcar a entrega do aparelho novo.
 Disco meu número e espero os pequenos bipes se encerrarem para eu ouvir aquela voz novamente.
 -Alô? Oi, Felipe. Sou eu, o Leonardo da noite passada. Se lembra?
 -Ah sim. - ele riu - Como eu poderia esquecer. Tudo bem?

  Suspirei em ilusão por em minuto ter passado pela minha cabeça que aquela pergunta indicasse que ele se importa comigo.
 - Tudo sim. Então eu estou ligando para saber quando eu posso te encontrar para lhe entregar o seu celular novo.
 -Mas eu já havia lhe dito que não precisava.
 -Tarde demais. Estou com ele em mãos agora.
 -Ah, podemos marcar quando você estiver livre.
 -Que tal hoje, no meu horário de almoço? Umas onze e meia…
 -Bem, se por você estiver tudo bem por mim também estará.
 Tamanha gentileza e educação me fizeram suspirar em um profundo relaxamento.
 -Ok, então nos encontramos na Sé as onze e meia em ponto, de frente a entrada da igreja.
 Desliguei e comecei a espera e contagem regressiva para o meu horário de almoço.
 Chego ao fosso.

  Subo ao elevador e todo o clima ruim do ambiente parece ter se amenizado e me deixa mais produtivo. Acabei por fazer quase tudo do dia e ainda me restaram 45 minutos até o almoço. Resolvi tirar O Pequeno Lord da gaveta e começar a ler. Ao contrário de ontem, eu estava mais calmo e consegui manter o foco no livro, sem que algo externo pudesse me atrapalhar. Li cinco capítulos e me lembro do tempo, olho para o relógio e vejo que são quase onze horas, meu horário de almoço. Arrumo minhas coisas, pego minha bolsa, o livro e a sacola com o celular e desço apressado até o estacionamento do escritório, pego as chaves de um carro da empresa e sigo em direção a praça com animação e expectativas.
 Apesar de não ter muita prática e não gostar muito de dirigir, eu sou um ótimo motorista. Acho que isso vem desde que eu era pequeno, sempre tive um ótimo reflexo e coordenação motora. O que antes era meio chato pra mim hoje estava se tornando uma alegria, passei pelo último semáforo antes de avistar a igreja e minhas pernas começaram a tremer e meu estômago a congelar. Estacionei em uma vaga livre, embaixo da sombra de algumas árvores da praça, pego a sacola e as chaves, desço do carro e  sigo cruzando a Sé em direção a igreja, um sorriso involuntário e incomum invade meu rosto, e minha expressão fria se torna terna e simpática, eu até diria levemente sensual.
 Após cruzar um grupo de pessoas avistei aqueles cabelos levemente ondulados inclinados pela cabeça dele que admirava a igreja enquanto eu não me aproximava. Será que ele gosta de arquitetura? Meu peito vibrou pela primeira vez por eu ser arquiteto e meu sorriso se tornou ainda mais largo.
 -Felipe?
 -Ah, oi Léo.
 Meu apelido de infância nunca havia soado tão bem em meus ouvidos e derreti por dentro com o calor que erradiava pelo meu coração.
 -Oi Felipe, tudo bem?
 -Tudo ótimo. - ele riu. Aquele sorriso…- Você comprou mesmo não é?

 Os grandes olhos dele brilhavam com o sol no meio do céu refletindo em sua pele branquinha. Porque tão lindo?
 -Era o mínimo que eu poderia fazer depois do que aconteceu ontem.
 Passei a sacola pra ele. Nossas mãos se relaram novamente e meu coração se acelerou. Ele colocou a mão lá dentro e puxou a caixinha, assim que ele identifcou o modelo ele fez uma cara de supresa com o sorriso mais lindo que eu já havia visto nele, isso era até dificil já que apesar de termos nos visto pouco ele estava quase sempre sorrindo e sempre era tão lindo pra mim.
 -Nossa, mais que engraçado. Era exatamente esse o modelo que eu planejava comprar. Ele é semelhante ao antigo, mas com a inovação necessária. Muito obrigado. Eu adorei.
 Naquele momento eu comecei a pular por dentro gritando e me chamando de incrivel. Foi glorioso. Mas por fora me limitei a dar um sorriso apenas, já que é complicado ser gay em São Paulo, mesmo ele sendo esse poço de fofura eu ainda não o conhecia direito. Ainda.
 -Ah, que bom que tu gostou e imagine, eu que fico feliz que acertei no modelo.
 Atravessamos a praça e achamos um lugar aonde poderíamos nos sentar, eu ajudei ele abrir a caixinha e conhecer melhor o celular novo dele. Aproveitei enquanto ele estava distriado com o manual e salvei o número dele em meus contatos.
 -Escute, tu ainda não almoçou, certo?
 -Ainda não. Por que?
 -Então, eu estou no meu horário de almoço… Você gostaria de almoçar comigo? Eu estou de carro e poderíamos ir a qualquer lugar.
 -Olha, eu estou com muita fome. Eu aceito sim.
 Recolhemos o que saiu da caixinha e voltamos para dentro da sacola, peguei minhas coisas e mostrei a ele aonde eu tinha deixado o carro.
 Seguimos até um restaurante que ele havia comentado comigo durante o caminho, estacionamos e escolhemos uma mesa. Eu mal podia acreditar que aquilo estava acontecendo, eu estava almoçando com ele, mesmo sabendo que não era um encontro eu já estava feliz demais para deixar esse detalhe estragar o momento.
 Nós pedimos e comaçamos a conversar até que os pratos chegaram, pedimos uma sobremesa e depois um cafézinho. Enquanto conversamos mandei uma mensagem pro meu chefe avisando que talvez eu chegasse mais tarde, mas que eu já havia terminado tudo o que tinha sido proposto pro dia.
 Nossa, como aquela conversa fluiu. Quando eu dei por mim ele já havia se tornado Fê, eu já sabia onde ele nasceu, nome dos pais, aonde morava, aniversário, signo, costumes, hobbys… Ultrapassei minhas expectativas com aquela conversa. Anotei tudo o que pude no celular para eu não esquecer nada.
 Eram duas e meia da tarde, paguei a conta e voltamos pro carro com direção a casa aonde ele morava. Memorizei bem como chegar lá. Nos despedimos e fui embora. Em meio ao sinal vermelho em uma avenida qualquer eu fiquei em choque pois percebi que já havia acabado. Parecia que toda a magia que eu havia sentido pelo momento não tinha havia sido o suficiente e comecei a ficar depressivo. Mandei outra mensagem pro meu chefe avisando que eu não voltaria, dirigi até o condomínio e estacionei em uma das vagas reservas para visitantes.
 Subi até o meu apartamento. Enchi o pote do Matt de ração e o outro de água, tomei banho, me vesti, abri a geladeira e peguei tudo o que tinha vontade, levei até minha cama e comecei a comer enquanto eu via Antes Que Termine o Dia, mas antes que tivesse terminado o filme eu adormeci em meio as embalagens e lenços de papel que estavam espalhados pela cama. Acordei só no dia seguinte que foi assim como o próximo, mecânico, chato, depressivo e desconcentrado. Passei dois dias pensando nele. Dois dias. Será que já não estava na hora deixar isso pra lá? Nunca iria dar certo mesmo, então porque continuar com aqueles pensamentos?
Sexta-feira, quase noite e eu jogado no sofá vendo uma reprise de Ugly Betty enquanto esperava pela hora de dormir. Um ruido vindo do home theater chama a minha atenção para o meu celular. Uma mesagem.
 -Como eu odeio a Tim… -resmunguei. Até que a tela do meu celular mostra um nome escrito no pequeno envelope, “Felipe”.
 Meu coração bateu forte e intenso enquanto minha respiração e temperatura aumentaram, peguei o celular na mão com os olhos fechados e abri a mensagem sem lê-la. Esperei até que eu me acalmasse e abri os olhos. Quando terminei de ler a mensagem me joguei no sofá e suspirei aliviado pois mais uma vez eu não me decepcionei com minhas expectativas… Rapidamente me levantei do sofá e comecei a me arrumar.
 “É hoje a minha chance de impressionar aquele que amo!” A última palavra saiu com dificuldade arranhando minhas lembranças e me lembrando que nem tudo termina bem, mas tentei focar no agora, sem sofrer com algo que ainda esta longe de acontecer ou não.

Do seu Amigo de Sempre,

Leonardo De Abreu.

Por Enquanto

De fato é muito estranho quando alguém resolve reivindicar algum sentimento ou atitude sendo que tal situação é reciproca… Porque que será que, mesmo com tantas diferenças, todos somos tão iguais?

Nunca costumamos estar satisfeitos com algo, mas ainda não costumamos fazer nada para mudar a situação… Nos limitamos somente a reclamar e esperar pela  solução mágica. Somos tão previsíveis. E essa mesmice pode ser muito útil quando tentamos manipular algo, só que nesse caso eu não consigo manipular coisa alguma. É algo maior que eu. Fora do meu controle.

Será que devo eu esperar que isso me consuma e tome conta de mim me levando a insanidade ou simplesmente tomar as rédias tornando algo seguramente monótono?

Parece que essa resposta não chegará tão cedo, mas, por enquanto, me limito a ficar como estou. No meio da ponte, sem ir ou regredir, apenas esperando para saber se vale a pena atravessar ou voltar para o zona de conforto em que me encontrava antes.

Do seu amigo de sempre,

Leonardo De Abreu.

Stop Bullying!

Ultima mensagem: Não se vá agora.

  Para mim, são as coisas que não escolhemos que nos fazem ser quem somos. Nossa Cidade, nosso bairro, nossa família. O pessoal daqui tem orgulho delas. Como se tivessem sido feitas por eles, os corpos ao redor de suas almas, as cidades em volta deles, vivi nesse quarteirão a vida toda, e a maioria do pessoal daqui também. Quando se trata do amor não sabemos muito sobre isso, já que ultimamente o mundo não está tendo opiniões próprias.

  Eu vejo a verdade, nem todos amam como dizem e agora estou vivendo o meu sonho, oh! Como eu desejo que você entenda o está acontecendo comigo, Estou pensando no passado.

                Quantas pessoas jogam, algumas delas saem feliz por ter vencido e outras não, por que o tempo não para? Por que a vida não me atrasa? Pense há quanto tempo eu tenho o desejo de sonhar, o tempo é que se foi agora, mais se poder voltar ao tempo que pelo menos me deixa-se junto a ti por um instante.

                 A verdade é que não estou tendo tempo para amar, por que a vida não me deixou mais um minuto para olhar em seus olhos. Quantas vezes em milhares de dias eu falei, amor! Quantas vezes em milhares de dias eu queria continuar a repetir.

                Queria Voltar e ver você se entregar a mim, queria te tocar e sentir seus lábios e sentir seu coração. Agora quem te Dara um ombro como o meu? Quem? O mundo não vai me entender! Sim, Eu chorei! Por que homens também choram, não importa os motivos mais nós merecemos mais do que muitas mulheres.

                Porque muitas pessoas roubam nossos corações e simplesmente os colocam dentro de uma caixa e nunca mais os devolve?

                Se eu pude-se pelo menos fazer isso com o meu coração, mais não posso. Ele está ferido de mais para ser guardado, ou usamos o resto do amor que tem dentro dele ou definitivamente jogamos ele fora.

                Não se vá agora espere um minuto, não posso continuar com a sua parte dentro dessa caixa, mais também não quero jogá-lo fora daime a permissão de amá-lo e conservá-lo na memória, Não sei quanto tempo essa caixa poderá durar.

                Respire o ar que toca seus lindos cabelos morenos no entardecer do dia, respire o ar que talvez um dia eu possa ter sentido, tocado ou mesmo respirado. Não pare de amar por mim, eu fui e sempre serei o amor da sua vida.

                Amor se você leu essa carta, é por que eu não estou mais aqui presente para fazer com que nosso amor dura-se para sempre, e peço a você apenas um favor; Ame, finja que eu existia, faça com que o seu eu que está dentro da minha caixa saia e procure outra pessoa que possa cuidá-lo e que possa fazer com que esse seu coração fique na minha memória, e saiba que estou aqui agora orando por você ai em baixo.

  (Extraído de 1Realista - Rogério Souza)

Castelos submissos

 Todos temos algo para reclamar, ninguém tem uma vida perfeita sem defeitos e sem decepções, lembrar daquele momento em que tudo passa em sua cabeça em apenas um minuto, tudo embaralhando como se fosse um jogo de cartas onde não sabemos qual é a carta que vem em a seguir, sim! Você já teve se não teve prepare-se por que você está prestes a ter esse momento. Ninguém foge do seu destino final.

                Quando temos um sorriso ficamos todos alegres mesmo sabendo que era para mais de uma pessoa estar sorrindo e isso não estava acontecendo, eu parei para pensar nisso que estou vivendo, pode sim ser um ato de refugio mais simplesmente é que eu não tive tempo ainda para pensar em como eu poderia ser feliz sem fazer alguém sofrer.

                Às vezes parece que tudo está prestes a explodir, como se eu fosse apertar o gatilho de uma arma em minha própria cabeça, perfurando uma parte do meu celebro onde fica as lembranças mais importantes que eu tenho, como se elas não fossem tão importantes assim. Mais acho que são importantes no ponto de apagá-las para não lembrar o quão eu fui feliz perto de ti.

                Eu queria ter um espaço para mim pensar sozinho,minha vida poderia passar em uma grande tela de cinema e eu, apenas eu lá na platéia para ver tudo que vive num simples filme. A minha chance de vencer e de construir meus próprios sentimentos estava prestes acontecer logo, se você estivesse aqui perto a mim entenderia o que eu estou passando.

                Meu refugio poderia ser uma casa enorme no meio do nada ou quem sabe um castelo, um castelo que fosse construído no subterrâneo onde o sol não poderia brilhar, onde não fosse possível ver as estrelas e nem a lua. Viver sozinho no meu castelo subterrâneo talvez seja o que o destino me reservou.

                Após o dia que perdi você acho que não abri os olhos para encarar a realidade, talvez aquilo que me dizem é mentira ou talvez o que me dizem é a pura verdade, tentei lembrar de quando você disse eu te amo de quando você sorriu para mim de felicidade se eu pude-se voltar ao tempo queria ter o mesmo gosto que tive para te conquistar, o que eu tive que fazer para poder ter você em meus braços o que tive que entregar para receber você.

                Um sentimento que eu não sei separar, mais não sei se foi amor ou arrependimento por não ter você aqui, eu te amo mais sabia que eu não quis você aqui perto de mim não foi por que eu não quis, mais a vida me pressiona ela me pede mais um tempo um grande tempo de descanso.

                Agora que você sabe o que eu sinto por ti espero que entenda e não sinta ódio por eu ter uma vida fora da rotina, de não querer apenas as mesmas coisas sempre e de ter a capacidade de te deixar sozinha.

  (Extraído de 1Realista - Rogério Souza)

Só um Amigo - Parte I

LINK “SÓ UM AMIGO - PARTE II”

 É difícil dizer o quanto queremos algo quando as palavras nos faltam ou ainda não temos certeza do desejo ou querer por algo ou alguém.

   Já passava das oito e meia e a claridade começava a vencer a barreira das cortinas e me despertava de outra noite de sono mal dormida. Viro de um lado para o outro, me levanto, lavo o rosto. Nada parece surtir efeito.

 E com o mais simples mover da cama consigo ouvir patas no assoalho vindo me desejar um bom dia.
 -Bom dia, amigão.
 Deixo Matt para trás e começo meu dia. Algo tão desinteressante e comum que deveria ser um crime. Banho, dentes, café, dentes, cama arrumada, roupas… tudo numa ordem cúmprida sacramente todos os dias.
 Ir para o trabalho é sempre algo chato. Arquitetura não era o que queria pra mim, mas por enquanto é só o que tenho. Sem opções, sem escolhas. Lá, pessoas esquisitas e tão frias quanto eu parecem se arrastar pelos corredores de um escritório luxuoso na capital paulista em busca de cumprir por obrigação a carga horária. Sempre me sinto melhor ao saber que não sou o único infeliz que trabalha por lá.
-Taxi!
 Hora de ir. O caminho sempre parecendo uma fresca pintura embasada com a mão é a única distração que tenho tido ultimamente e, mesmo sendo quase ilegível, eu venho decorando cada traço indefinido dessa  gigante pintura.
 O quadro acaba e tudo o que tenho no momento é o escritório. Como arquiteto eu posso dizer que é um “Lugar Inteligente”, como humano eu chamo lá de “Fosso”. E nesse Fosso eu perco sete horas do meu dia. Fico esperando anciosamente pelo o fim daquilo. A cada quinze ou vinte minutos eu olho na esperança que ao menos duas horas já tenham se passado, mas, como eu já disse, são apenas quinze ou vinte minutos passados desde a última consulta ao relógio. Vinte e oito olhadas depois, respiro aliviado pois finalmente minha consulta corresponde as minhas expectativas. Hora de deixar o recinto.
 De acordo com o céu e o relógio é o meio da tarde. Qualquer outra pessoa que trabalha em algo fácil e pouco exigente como eu sairia do escritório e iria a algum outro lugar, mas sinto minha energia drenada ao último após cada dia de trabalho. O único lugar que eu queria estar agora era em outro táxi indo para casa.
 A fresca pintura se repete diante de mim, mas dessa vez com tons mais quentes, claros e envelhecidos. De um jeito simples e bobo a pintura “Indo para a Casa” sempre me causa mais admiração do que a “Indo para o Fosso” e poder admirar esses tons quentes é um pequeno prazer que encontro após cada amostra de stress.
 Deixo o táxi em direção a portaria do condomínio em que vivo junto com Matt.
 Matt. A única companhia de quem não me canso. Ele está sempre ali, grande, amarelo, com uma bolinha na boca e um sorriso em potencial. Tive a sorte de acha-lo no meio de minha adolescência. Ele foi o melhor psicólogo que já tive para cuidar dos desequilíbrios comportamentais de causas hormonais que essa época trás aos humanos, e ele continua sendo até hoje.
 Chaves no miolo. Abro a porta e patas aceleradas no assoalho me trazem o alivio e a confirmação de que Matt ainda esta ali. Deixo minhas coisas sobre a mesa e me jogo no sofá. A partir desse momento eu costumo cair num sono profundo que trás de volta quase tudo o que perdi de energia no trabalho. Mas antes disso, sempre retrospecto meu dia. Uma vez li que isso ajuda com a memorização e melhor organização.” Acordar, me arrumar, sair, quarenta e cinco minutos, chegar, trabalhar quatro horas, comer, trabalhar duas horas, sair, quarenta e cinco minutos, chegar, chaves, porta, patas no assoalho, sofá…

Com uma certa dificuldade abro meus olhos com uma visão ainda embassada e confusa trazida pelo sono. Duas horas e dez minutos depois de apagar me mostram o quanto eu já pude reabsorver quase plenamente as energias que me foram roubadas. Abro meus olhos, me sento. Na minha frente os livros roubam na estante gigante minha atenção mais do que Matt ou a tv, mas ignoro essa vontade para retoma-la mais tarde, antes de dormir.
 Me levanto, sigo até o banheiro, me dispo e entro no banho. Trinta minutos se passam e resolvo sair respingando em busca da toalha mais próxima em que eu possa me enxugar. Me enxugo, volto a me vestir, penteio o cabelo e me sento no sofá, só que dessa vez não há mais cansaço. Pego o meu notebook, checo e-mails e vejo algumas notícias. Nada interessante. Sigo buscando algo para fazer até que Matt me trás a sua guia na boca, é a hora dele passear. Fecho as portas, confiro as janelas e pego as chaves.   Matt não é muito bem vindo pelos colegas condôminos, mas nós não nos importamos muito com isso, já que ainda não foi criada nenhuma regra contra animais no prédio.
 Descemos as escadas, passamos a portaria e chegamos a calçada.
 São Paulo não é um lugar muito bom para se praticar esportes em meios urbanos, mas ainda sim faço uma forcinha para sair de vez em quando para praticarmos algum esporte.
 Começamos a correr por entre as ruas do bairro, em meio as outras pessoas que passam apressadas pelas ruas. Elas parecem não se incomodar em viver com pressa ou o cheiro do carbono. Eu mesmo só me acostumei á pouquissimo tempo.
 Tento admirar o que posso pelo caminho. Coloquei os fones de ouvido e Florence Welch se torna a trilha sonora para o momento. Os prédios cada vez mais altos impedem a mim e mais algum outro de tentar ver o  céu, mas isso não é desculpa para não tentar. Lanço o meu olhar alto e desvio de qualquer barreira que possa me tampar a vista celeste.
 Corro, caminho. Sigo assim por um longo tempo, quase sem parar. Até que finalmente chego a uma das pouquissimas ruas calmas dali e resolvo aproveitar o momento. Aumento o som, afrouxo a guia e fecho os olhos. Passo a correr com vontade como não fazia a tempos. Prazer e sedação dominam meu corpo de forma quase instantânea. Sinto como se eu estivesse flutuando por entre nuvens de concreto. Entro num transe hipnótico e nada me traria de volta. Livre e cego, deslizei alegremente pela rua.
 Dor.
 Senti um impacto frontal que me levou a cair. Foi como se eu estivesse voando por entre as nuvens e surgisse um prédio gigante que me obrigasse a parar com uma colisão e logo depois eu caisse rapidamente ao chão. Deitado na calçada, segurando a guia e o Matt lambendo meu rosto, tentei inutilmente me levantar, mas fui impedido pelo típico trauma pós queda que atinge a todos nós. Tentei novamente e obtive sucesso. Abri meus olhos de maneira fraca e sem vontade, minha vista estava meio embaçada e eu confuso, ainda tentando entender o que me abateu. Quando chego em plena consciência novamente, observo logo na minha frente um outro homem sentado, aparentemente também recém levantado que estava olhando para mim.
 Ele aparentava uns vinte e seis anos e parecia mais alto que eu, tinha os olhos castanhos cor de mel, mas sem ser muito claro com uns pequenos traços na cor cinza, cabelos castanhos escuros levemente ondulados nas laterais, o corte era irregular e relaxado, mas sem deixar a beleza. Seu rosto, tinha a feição fria e forte e seu corpo era esguio e atlético. Eu não deveria estar reparando tanto nele, mas é que me parecia muito errado ignorar uma beleza tão simples e elegante. Ele também estava me olhando, só que apenas para os meus olhos. Bem no fundo deles. Quase como se tentasse enxergar algo dentro deles.
 Forte e grave, os latidos de Matt nos despertaram para a situação em que nós estavamos: Dois homens sentados na calçada, com várias coisas esparramadas ao redor. Ambos começaram a recolher o que havia caído. Ao nosso redor haviam livros caidos da bolsa que rasgou assim que atingiu o chão, um celular e um pequeno caderno de anotações. Peguei o que estava ao meu alcance, me levantei e estendi o braço para ajuda-lo. Depois disso me lembrei de abrir a boca:
 -Me desculpe. Eu estava correndo por aqui e me esqueci que de vez em quando passam outras pessoas nessa rua. Mil perdões. Não foi minha intenção esbarrar em você. Te juro.
 Naquele momento, os olhos antes frios e estáticos ganharam vida e passaram a me olhar de outra maneira, quase como um sorriso.
 -Não, tudo bem. Não foi só culpa sua. Eu que deveria também olhar o que estou fazendo, me distrai com esses livros e perdi a noção do movimento.
 A simpatia foi intensa. Simpático até demais, pelo menos pra mim.
 Eu sou uma pessoa fria e técnica por costume e isso me faz uma pessoa que não acredita em muitas coisas, como simpátia, amor e outras coisas sem que haja uma base concreta para que isso pudesse ser dito ou sentido e, além do que, nós não haviamos trocado mais que vinte palavras.
 -Esse cachorro é seu?
 -Ah, é sim. Esse é Matt.
 O homem me deu a guia que deixei escapar enquanto recolhíamos as coisas. Depois disso, um silêncio eterno e estranho se instalou e o agravante da situação é que eu não conseguia dizer nada. Muito menos me despedir.
 Já fazia algum tempo que eu não sentia aquilo e relutava fortemente para que aquilo não fosse o que eu estava pensando. Dá última vez que aquela sensação tinha passado por mim, havia me deixado muitas cicatrizes e eu não estava pronto para tocá-las de novo. Mas já faz tanto tempo, será que não já esta na hora de seguir em frente?

 Estavamos de novo nos encarando de modo estático, mas dessa vez era eu quem buscava algo nos olhos dele, eu só não sabia exatamente o que.
 Aquela voz recente, mas já familiar me puxou de volta.
 -Então, você está bem?
 Eu demorei a responder por estar meio paralisado pensando naquela sensação, mas percebi que eu deveria estar parecendo um retardado olhando para ele sem dizer nada.
 -Ah, sim. Comigo está tudo bem. - Eu ri de maneira nervosa enquanto falava tentando demonstrar que estava tudo bem. - E contigo?
 -Tudo certo também…
 Enquanto ele começava a falar Matt começou a brincar ao redor de nós dois, até que ele pulou em cima do homem e ele quase caiu novamente, mas dessa vez eu consegui segurar ele pelo braço que deslizou pela minha mão até que elas se tocaram…  Foi mágico. Eu pude segurar a ele mas não o celular dele, que veio ao chão logo em seguida. Naquele momento eu quis morrer. Me ajoelhei rapidamente para pegar o celular que havia quebrado a tela. Meu rosto ficou tão quente sendo preenchido por sangue que demonstrava a minha vergonha com relação ao momento.
 -Matt, olha o que você fez… Moço, perdão de novo. Ele não costuma ser assim. Me passe o número do seu telefone, eu irei te comprar um celular novo. Quer dizer, você tem um Telefone, certo? Assim, além do celular… ou não?
 Um sereno e leve sorriso tomou o rosto dele.
 -Não precisa. Tudo bem, eu sei como são cachorros, também já tive um.
 -Não, mas eu insisto. Por favor, é o minimo que eu posso fazer.
 Com muita vergonha pelo acontecido eu peguei o um cartão pessoal que ele me passou, eu dei meu celular a ele e me despedi dele.
 -Olha, amanhã cedo eu vou comprar um celular novo pra ti e te ligo no meu número ou em um dos seus. Agora eu já vou antes que aconteça mais alguma coisa.
 -Ei, mas antes me diga ao menos o seu nome.
 -Ahh, é mesmo. É Leonardo.
 -O meu é Felipe.
 Ele terminou a frase com um pequeno sorriso. Virei as costas e comecei a caminhar de volta pra casa. Conhecia uma atalho e cheguei em casa em vinte minutos. Subi as escadas, abri a porta e me sentei bruscamente no sofá emitindo um suspiro de alivio.
 Ainda bem que acabou, pensei.
 A partir desse momento segui para o banheiro novamente e tomei banho, me troquei, penteei o cabelo, fui até a sala, liguei a tv no telejornal e resolvi pedir algo para comer. Uns trinta e cinco minutos depois a portaria me avisa da entrega e sobe o meu pedido. Resolvi comer uma salada. Não estava com muito estomago para algo mais pesado. Joguei fora o que veio junto com a salada e resolvi, que era hora de descançar. Desliguei a tv, escovei meus dentes, e fui até minha cama. Apaguei as luzes e deixei o abajour ligado para acompanhar minha leitura. Puxei o livro de cabeçeira para o meu colo e comecei a ler. Para ser mais exato eu não li, mas eu juro que tentei. Cada palavra que eu lia não se fixava na minha cabeça. Foi como tentar encher um copo sem fundo. Mas não ter foco e concentração para ler não foi o que mais me irritou, o pior foi ter de admitir pra mim mesmo que a atenção que me faltava pro livro estava fixa no sorriso e nos grandes e castanhos olhos daquele moço. Deslizei pela cama até a beirada aonde pude me levantar, fui até a minha mochila e peguei o cartão.
 -Olha, Matt, ele é Publicitário.
 Fiquei pensando em como deve ser a vida dele. Os amigos, os gostos, a família… Fiquei pensando naquele sorriso. Fiquei pensando nele.

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Do seu Amigo de Sempre,

Leonardo De Abreu.

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